Ollada

A quen co seu ollar,vírarme en espirais.

Verdes são os campos

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões
04/07/2004 00:38

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karkeixa

Bitácora de formiga e caracol; un eu son que non repara en variar o seu propio movemento que avanza en espirais sen outro límite que o que as verbas poñen ó pensamento.

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